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O amor calha a todos


Há uns tempos vi um documentário no canal francês M6. O título deixou-me curiosa "Mon partenaire particulier", depois de ver a apresentação decidi prestar atenção ao tema. 

Amar é difícil, mas mais difícil deve ser quando temos alguma deficiência física. Um homem sem braços, não nos pode abraçar, não dos pode dar um carinho, mas vontade não lhe falta, e basta ver pelo senhor do vídeo. Ele percebe que uma mulher tem as suas necessidades e que com a deficiência dele é complicado, mas mesmo assim não perde a esperança. 

Uma rapariga dizia que bastava um sorriso e uma piada para os outros se esquecerem da sua deficiência. A rapariga está numa cadeira de rodas, e é difícil ficarmos indiferentes à sua deformidade.  Mas sabem uma coisa? Adorei o estado de espírito dela, uma rapariga sorridente, feliz e não deixa nada por fazer. 
Apesar das suas limitações, são estas pessoas que nos mostram que se queremos, podemos, são pessoas que nos inspiram.

Temos a mania de olhar para o físico, e cada vez mais a nossa sociedade se foca na aparência, mas a beleza não dura para sempre. Amar alguém e dar o nosso melhor, seja qual for o nosso aspecto. A Karine Ferri uma vez disse que as pessoas doentes também têm direito a amar e a ser amadas, e tem toda a razão.


O documentário abriu-me os olhos, não vou mentir que ao início fui céptica, mas eles são como nós, são únicos e também têm direito a ser amados. 




Cristina - A Revista

Sou fã de algumas revistas, e se não as compro mais vezes é porque a crise chega a todos. Sou fã da revista Prevenir, da Activa, da Lux Woman e por último, da Cosmo. Ah! A Tim também compra a Sábado e a Visão. Se pudesse, gastava cerca de 20 euros por mês em revistas, se calhar até mais. 
Acho que é de todo o senso comum que as revistas "vivem" graças à publicidade, e sem ela não haveria imprensa. 
Não me venham cá com o paleio dos anúncios a mais na revista Cristina, porque todas a têm. Se virmos bem a Vogue está cheia dela, como também a Cosmo, a LuxWoman, no geral todas têm anúncios. Vocês querem uma revista sem publicidade? Oh meus amores há remédio para isso, não comprem. 

Pensando bem, quando vocês vêem as vossas séries nos sites piratas não se queixam da publicidade, mas tenho-vos a dizer algo. Aqui a Tim via o HIMYM em directo com os EUA e em cada 5 minutos de série, pimbas! - Publicidade da boa. Nos últimos tempos, a publicidade chegou em força ao Youtube, enerva como ó caraças, mas uma pessoa aguenta alguns segundos. 
Se virmos novelas, séries na tv, também há publicidade e graças à box, podemos pôr a gravar e depois passar à frente aqueles minutos da treta - aqui a Tim faz isso.

Mas não desviemos as atenções, quando soube que a Cristina Ferreira ia lançar uma revista o meu pensamento foi simples, tenho de a comprar. 
A Cristina Ferreira ao longo dos tempos foi apalpando terreno em várias vertentes, e não é que tem jeito para a coisa.
Leio o blogue muito de vez em quando, mas por uma simples razão. A escrita dela. É aborrecida. Ponto por ponto. 
Imaginei várias pessoas na capa, mas nunca, jamais, pensaria no Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Porquê? Porque a CF criou uma imagem muito fútil, o que na realidade, ela não o é. 
Tenho lido as críticas, e só se baseiam em publicidade. Então, e o resto? A entrevista ao Professor está engraçada e conhecemos melhor o Senhor. Os vários artigos apresentados são actuais e são escritos de uma forma simples. Traz alguns artigos de opinião, a do Dr. Quintino Aires por exemplo. Todo o seu visual é novo, muito simples mas actual. Em várias páginas podemos ver a Cristina, o que seria de esperar. Traz também dicas de nutrição, maquilhagem entre outras coisinhas. 
Ao que parece qualquer dia o Pedro Teixeira aparece nu, será já no próximo dia 7 de Abril? 

A revista custa 3€. Se vale o valor? No meu entender não, mas não podemos todos gostar do mesmo. Ela vem embrulhada em plástico - Well play Mrs. Ferreira. 
Não fiquei fã, lamento.


Uma coisa é certa, depois do François Hollande ter sido apanhado a trair a sua esposa, a sua credibilidade desceu. O seu partido ficou na corda bamba. 

Uma coisa é certa, François Hollande conseguiu unir os franceses depois dos atentados.




#JesuisCharlie


Chegamos a um ponto onde temos que pensar antes de escrever ou de expressar as nossas opiniões.
Ora! Era só o que faltava. A liberdade de expressão existe para isso mesmo, para nos expressarmos, para termos as nossas ideias. Nem todos partilhamos a mesma ideia, e ainda bem. 
A liberdade de expressão é sinónimo de criatividade de pensamentos, é puxarmos um pouco pela nossa cabeça e demonstrarmos ao mundo que nós também temos opiniões. É normal termos discussões com amigos ou colegas de trabalho acerca de ideologias que nem sempre são partilhadas. Não é porque um gosta de uma coisa e o outro não, este lhe deva dar um tiro na cabeça. 
Se a liberdade de expressão deve ter limites? Deve pois, e os vossos pensamentos também, e todos vamos passar a gostar do mesmo e vamos ser as pessoas mais apáticas de sempre. Deixem-se de merdas, o tempo do lápis azul já lá vai. 

O meu professor de atelier de imprensa dizia sempre, devemos partilhar a verdade com os outros, seja esta a mais dura das verdades. Um jornalista quando coloca a verdade em papel, é confrontado por vários pensamentos, pode ser condenado em praça pública ou até mesmo perante um juíz, mas jamais deve desistir da sua verdade.(Um caso polémico - Manuela Moura Guedes).
Com o humorista acontece o mesmo, é normal, uma piada pode levar a uma guerra civil em pleno Facebook, mas este defende-a com unhas e dentes. 
Todos nós temos as nossas ideologias por vezes antagónicas às do nosso vizinho, mas devemos respeitá-las. 

Neste caso houve uma forte liberdade de expressão, Charlie Hebdo é a prova, pois as suas ideologias sempre foram as mesmas, e defenderam-nas com unhas e dentes. Já o respeito, esse não foi bonito de todo.

Metam uma coisa na cabeça - Todos temos opiniões, quer vocês gostem ou não, e não vai ser através destes ataques que nos vão fazer calar.

Outra coisa - Eles não se puseram a jeito.





O vídeo do polícia a ser baleado sem dó nem piedade não me sai da cabeça.

Desabafos


O inverno é a estação do ano mais odiada, para muitos é claro... mas para mim é a melhor e a mais acolhedora. São os ténis e as botas. São os chapéus de chuvas e os casacos. São as alheiras, são os enchidos. São as lareiras e as mantas polares. São tardes de pseudo cinema e de maratonas de séries já esquecidas ou até mesmo canceladas.

O inverno significa Natal, espírito familiar, férias, viagens de carro, prendas e memórias... Escolhas, desafios...

Por outro lado também significa constipações, dores de garganta, otites, um rol de doenças que nunca mais acaba.

Por outras palavras, aguentem-se! Daqui a pouco volta o sol, pensamento positivo, sim?

Ajudar os outros... bondade ou exploração?

Li o post da Ayna e pensei partilhar a minha opinião.

A vida está difícil para todos. Todos os dias vemos pessoas na rua a pedir.Todos os dias vemos as filas de desempregados na tv. Todos os dias há insolvências. Todos os dias vemos a miséria. Pedir é fácil, o difícil mesmo é satisfazer todos os pedidos.  

Apanho o autocarro no Campo Grande e quando chegam as épocas festivas está o caldo entornado. Dentro do estádio do Sporting está uma banca com jogos que costumam sair em Happy Meals e estão sempre 2 pessoas. O ano passado ajudei mas no momento em que tirei a carteira o rapaz vira-se para mim e diz - Menina o mínimo são 5 euros - com cara de parva fiquei, e disse-lhe -  Tenho só 2 euros, mas garanto-lhe que é a última vez que vos ajudo. Cada pessoa dá o que pode, e não o que vocês querem. O rapaz agradeceu a ajuda mas disse que assim não podia levar o brinde. Queria lá eu saber do brinde depois de um pedido daqueles, então a vontade de ajudar nem se fala. Quando não estão em bancas, estão espalhados por todas as paragens ali do Campo Grande, seja de dia ou de noite.

Há dias estava a levantar dinheiro para comprar o passe fui abordada por uma senhora de nacionalidade de Leste que me disse - Menina levanta-me dinheiro, não comer há muito - Oi oi pensei eu. Do nada, aparece uma senhora de idade que começa aos gritos com ela.  Ajudar uma instituição é uma coisa, agora uma pessoa que nos aborda enquanto estamos no multibanco é outra.

Durante a minha procura de emprego, umas das minhas amigas foi chamada para uma entrevista de emprego. Sabem para o que era? Para pedir em nome de uma associação. Sabem o quanto ela ganhava ? 1 euro... por dia ... e era quando vendesse os brindes. Ela não aceitou, como é óbvio.  Agora pensem naquele pessoal que anda a pedir em nome de associações, que por vezes nem existem.

Podemos ajudar, podemos dar o que queremos, mas ajudar quem merece, ajudar quem realmente passa por dificuldades e quem realmente existe e não explora a bondade dos outros.  

Dia do Blogue - 3108

Afinal a blogosfera tem um dia, e esse dia é hoje. Já li montes de reportagens online e fiquei desiludida, pois a nossa blogosfera resume-se a blogues de famosos e de jornalistas. Há tantos por ai que são escritos por pessoas espetaculares que têm uma capacidade de escrita de meter inveja, mas nada de fama para o lado deles. 

Quando criei este blogue a primeira coisa que me veio à cabeça foi - manter a minha privacidade ou dar a cara?  Decidi preservar-me e não fugir da minha realidade, pois para fantasias já bastam as novelas. Depois também pensei em temas, mas deixei esse campo em aberto.                   Outra coisa que chateia na blogosfera é o facto de muitas de vocês andarem por aqui pelos patrocínios e ter coisas de borla. Não vale a pena dizer que não, lá no fundo vocês sabem que é verdade. 
Os textos variam, por vezes são simples, sinceros e criativos, mas também podem ser mal compreendidos. Mas isto não é uma mar de rosas, pois os anônimos são as pessoas mais otárias de sempre, mas nós adoramo-los. Como diz o Tony: Eu sem ti, quem era eu sem ti, a nossa relação será sempre de amor-ódio, não é?

Quando se cria um blogue, deve-se ter em atenção a estas perguntas:

- Publico ou intimista? - O que escrever nele?- Privacidade ou dar a cara? - Deve ser  temático, ou fugir à regra?  - 

Os blogues serão sempre um bom motivo de alarido, mas cada um sabe o que quer partilhar.  Blogues como os meu serão apenas diários online que nunca chegarão aos calcanhares de outros com tão pouco conteúdo e tanta qualidade de imagem. Blogues como o meu, são apenas diários online. Hás-de ser sempre simples e meu, eu cá gosto disso e espero que vocês também gostem do vosso.

Cai na rotina e agora?


Quando comecei a trabalhar, apercebi-me de uma coisa. Afinal isto ocupa mais tempo que a faculdade. Enquanto que na faculdade estamos rodeados de amigos e daqueles pequenos almoços bem animados, no trabalho tudo muda. Vocês devem estar a pensar - Dah! É claro que as coisas mudam.
Comecei em Outubro, ainda em regime de estágio e part time, as coisas estavam mais calmas e aparentemente fáceis. Tinha tempo para fazer de tudo um pouco. Quando em Dezembro passou a tempo inteiro, pensei ter tempo para tudo... isso é que era bom... O trabalho é puxado e é preciso fazê-lo com certezas, tempo, e principalmente com o preço certo. Temos de agradar o cliente e ter ideias inovadoras.  
Outras amigas começaram a trabalhar e ai se encontram outros obstáculos - como vamos nós por os nossos cafés em dia? - Começou por ser uma vez por semana, depois de 15 em 15 dias, agora? Agora é quando há tempo. 
Estou feliz por ter emprego, mas a rotina mata-me. Acordo, apanho o autocarro, trabalho, almoço, trabalho, apanho o autocarro, ginásio, banho, jantar, novelas e séries, arrumar a cozinha, cama. Já nem ligo o computador, pois já sei que vou perder tempo e sono. No meio disto tudo nem ideias para post's. 
Organizo os meus dias, perante as minhas necessidades, mas falta-me sempre tempo. Continuo a não perceber o "Como é que ela consegue". Os meus fins de semana são repletos de atividades domésticas e por vezes até tenho direito a uma corrida ao shopping. 
Será esta a vida de adulta que tanto falam ser um sonho? Lá estou eu a sonhar alto... Não se pode ter tudo, mas um pouco de cada vez não seria mau de todo. Até gosto de estar ocupada, mas a vontade de experimentar coisas novas também está cá dentro.
Cada vez mais tenho a certeza que a criança que há dentro de mim está a desaparecer, e não quero que isso aconteça. 
Tim Maria... mentaliza-te... tens de mudar a tua rotina, mas como?


A minha vida dava um blogue #oprograma


A Sic Mulher teve a ideia de criar um programa sobre Blogger's. Parabéns pela ideia, acontece que as apresentadoras não são as melhores, e aquelas pseudo-interligações dos temas podiam ser melhores.
O programa não é mau de todo, e tem potencial, mas espero que consigam mostrar boas blogger's, aquelas que poucos conhecem e que andam por ai, e não aquelas que o criaram só para ter patrocínios e coisas boas. Ups, tinha de o dizer. 

Ler faz bem 1#




Aqui vai uma rubrica nova. Isto é mais uma obrigação a mim mesma. Gosto de ler, mas tenho preguiça, prefiro sempre ver um filme antes adormecer. Com os livros acontece o mesmo. Como ando de transportes achei por graça recomeçar a ler. 


O texto foi escrito em Fevereiro, por isso, vamos fingir que acabei de o ler agora tá bem?

Acabei de ler o livro “O ladrão de Sombras” de Marc Levy e devo dizer que chorei pela 1ª vez com um livro. Sabia que ele era bom com as letras, mas não sabia que conseguia por uma pessoa em baba e ranho.  A história é simples, o menino descobre que tem um dom de escutar as sombras dos outros. Apaixona-se pela miúda errada. Tem um amigo confidente. Os pais separam-se e ele pergunta-se porque? Não vou contar mais porque o livro já é pequeno e de leitura rápida. 

Quem já leu? E vocês que livros costumam ler? Vá, quero boas dicas de leitura. 

Quando o objectivo não é concretizado

Este mês não podia estar mais chateada com o meu corpo. Subi para a balança toda confiante quando para meu espanto a instrutora me diz - Engordaste um quilo
Não quis acreditar, mas como fiz tal coisa? Nunca levei a sério as dietas que fiz mas esta, bem esta tenho levado  muito a sério. Só me apetecia chorar e sair dali a correr. Pareço uma criança a dizer isto, mas odeio quando os meus objectivos saem furados. 
Todos os dias acordo às 9 para às 10 horas estar a fazer pilates ou circuito. Todos os dias penso nas dores de costas que tive e nas vezes que não me conseguia levantar da cama. Noto muito as diferenças, já não caio para o lado com dormência nas pernas, já consigo fazer certos movimentos que outrora me eram impossíveis. A dieta apesar de ser complementar, têm-me ajudado imenso na minha auto-estima para não falar da "nova" alimentação saudável. 
Mas sabem aquele esforço que nós fazemos quando queremos mesmo muito uma coisa? E sabem aquela sensação de não ter alcançado essa coisa? É como me sinto neste momento. Mas acham que vou parar porque engordei um quilo? Já emagreci 5 e já perdi 6cm de cintura, mas a melhor parte é mesmo sentir-me bem das costas. Possivelmente vou ter de voltar para a fisioterapia, mas não há problema. O que quero mesmo é sentir-me bem... os objectivos são alcançados aos poucos. 




Carnaval!?

Mais um ano, mais um carnava e mais uma volta no carrossel. Sim, já houve uma altura em que gostei de brincar ao Carnaval, mas com o tempo me apercebi... isto não passa de uma brincadeira e de uma maneira de ver putedo. Aqui, na terra do futuro, existe um grupo de homens que se vestem de mulheres,  a piada surge nas figuras que as lindas lady's fazem, eles estão bêbados, eles mostram as bordas do cu e no fim de tantas voltas e de tantas piruetas, eles já têm sangue a cair pelas pernas abaixo, devido às assaduras, olha que coisa bonita de se ver.
Por norma, todas as segundas há baile. Vê-se bêbados a dançar, ou pelos menos a tentar dar um passo de dança. Vê-se mamas, pernas e se a bebedeira for tanta, ainda se vê mais qualquer coisinha. À quarta, último dia e o mais parvo, é o enterro de Carnaval. Surge a estéria dos homens, eles choram, eles berram, eles fazem sei lá o que. Lê-se o testamento, cheio de palavrões e de angústias e depois o fogo de artifício, que o ano passado só se ouviu os estouros, porque a crise é tanta, que  o fogo de artifício só teve direito ao som. 
Todos nós temos a nossa criança cá dentro, mas não devia de aparecer só na altura do carnaval. Que mania têm os portugueses de ter um dia para tudo, ou pelo menos um feriado. 

Lá está ela com ideias parvas 2#

 Se voltarmos atrás no tempo, vamos descobrir que existia uma pessoa que era o suficientemente estúpida para julgar os outros e tentar sempre ser melhor que eles, assim se designa a ovelha negra da turma. 
Neste último ano de faculdade, fui contemplada com duas pessoas, mas se relembrarmos-nos de todos as personagens da turma vamos ter uma escala mais ou menos assim:
- A delegada de turma - Aquela gaja que sabe tudo sobre a escola, ou seja, basta lhe perguntar qualquer coisa que ela tem a reposta na ponta da língua. É aquela besta que diz ao professor que havia trabalhos nos últimos 5 minutos de aula.
- As Popstar - Estão sempre rendidas às últimas tendências da moda e julgam sempre os outros, mesmo sabendo que são gozadas por todos; Estão sempre a cantar (mal e porcamente), atiram-se a tudo o que seja gajo e colocam papel higiénico para fazer mais volume. São fáceis de encontrar, pois o seu habitat natural é a casa de banho;
- Os gajos da bola - Só dás conta que eles estão na sala devido ao cheiro a suor, o seu habitat natural é o campo;
- O presidente da associação de estudantes - Votas nele e não sabes quem é. Quando se encontra a socializar, está sempre atento às tuas queixas, mas no entanto, não as resolve;
- O nerd/cromo da biblioteca - Como o próprio nome indica, ele está na biblioteca, e quando não o está, está na sala de aula;
- A colega "gordinha" - Aquela amiga que sabes que podes sempre contar com ela, até mesmo para os apontamentos. Está sempre feliz e cora sempre que falamos com ela;
- O gajo todo bom - Todas nós tivemos uma pancada por ele;
- A graixista - Nem me meto a falar dela...
- A ovelha negra - Anda sempre sozinha, fala demasiado na aulas para dar nas vistas. Acha-se sempre superior e está sempre a comparar notas, até mesmo aspectos físicos e psicológicos;


Entre outros não menos importantes

Lá está ela com ideias parvas 1#



Grande parte deste país anda em transportes públicos,como tu, sim tu que estás a ler, também deves andar de transportes, já agora, costumas andar em quais? 
De certeza que já se depararam com vários tipos de pessoas, como assim perguntam vocês... pois bem, vou dar o exemplo do metropolitano de lisboa. Devemos de tratar as coisas pelo nome, e não pelas suas classificações, ou seja, não se chama metro, mas sim metropolitano. Fica mais chique e dá a sensação de riqueza, ou então não e isto é tudo mentira. 
Andar de transportes dá a sensação de rotina, mas não é uma rotina qualquer. Todos os dias há algo de surpreendente no metropolitano de lisboa. 
Nas horas de ponta, podemos observar vários tipos de pessoas:
- A senhora do tricot - Pode ser jovem ou idosa, está sempre acompanhada de um saco de plástico cheio de lãs, como também as suas agulhas. É inofensiva. Não incomoda ninguém,  e faz a sua viagem aproveitando o tempo para tricotar um gorro, assim sendo, nunca se aborrece.
- O rapaz com o telemóvel aos gritos - Com sorte, só há um em cada carruagem, mas quando se chocam um com outro o mais provável é desligarem a música. Aparenta ter posses, pois caso contrário não teria um telemóvel de última geração, no entanto, não possui dinheiro para uns ascultadores.
- As pessoas literárias - São aquelas que lêm livros, mas grande parte das vezes, só conseguem ler uma página, passando grande parte da viagem, a levantar a cabeça para ver se já chegaram;
- Gajos que se armam com os ipad's - Depois queixem-se que vos assaltaram;
- Pessoas que ruminam - Existem em todos os lados, são pessoas que não fecham a boca nem sequer quando é para se calarem;
- Pitas aos gritos - São raparigas com menos de 15 anos que se põem aos gritos só porque lhes apetece;
Mas ainda há mais...


Agora o metro até está mais apetecível, pois retiraram uma carruagem o que nos permite "roçarmo-nos" uns nos outros, algo fascinante para se fazer logo às 8 da matina. Agora a sério, retiraram uma carruagem na linha verde porque? Se já erámos muitos, então agora somos mais. Eu sei que está frio, mas não é preciso calor humano, ou melhor, sovacos bem cheirosos ou hálitos alucinantes. 

Por à prova aquilo que tanto custa a aprender


Depois de um desgosto amoroso, decidi por à prova a minha estupidez. Quero continuar com a minha vidinha e deixar de ser criança em certos assuntos. Um dos assuntos em causa é voltar a falar com ele, não pensem que é para voltar a sermos amigos, porque isso JAMAIS! O que quero realmente é olhar para a frente e dizer-lhe bom dia, mas só bom dia. 
Hoje tive essa oportunidade. Olhei-o nos olhos, com um sorriso na cara e disse-lhe: Boa Tarde! E ele sendo cavalheiro, lá me respondeu: Boa tarde D. Tim. Não pude deixar de reparar que ele trazia um saco na mão, e com coragem lá lhe perguntei: Isso que trazes ai no saco... são tomates? Volta a ser cavalheiro e responde: Sim, são. Vi ali uma oportunidade de resposta e lá lha dei: Ainda bem, pois fazem-te falta. O que aconteceu a seguir, foi um momento de alegria para mim, pois superei o medo, mas para ele foi um momento de correria, pois ficou completamente corado e fugiu.
Eu disse que queria voltar a falar com ele, mas não disse que ia ser simpática. 

Apesar de ter me ter magoado, não lhe guardo rancor, sei que a vida é feita de desgostos e este foi mais um. Ele era um amigo de infância, mas amigos há muitos e ele simplesmente não me merecia nem como amiga, pouco menos como namorada. Custou-me imenso, mas como diria a Adele I wish nothing but the best for you. 

Pára e arranca

Quando estamos solteiras deparamos-nos com vários casos destes, casos ridículos que só são resolvidos aos estalos. Todas nós temos aquela amiga que se apaixonada pelo gajo errado, mas que sem ele não consegue viver. Mas afinal o que tem isso de errado, todas já caímos no mesmo erro tantas vezes.O problema é quando uma amiga pára e arranca com o namorado, ou seja, acaba e recomeça com ele.
De certeza que já estiveram naquela posição de mandar um grito à amiga, do tipo: tu só podes estar a gozar? Ainda há pouco acabaste com ele... 
Mas como somos boas amigas, voltamos a dar o mesmo conselho, ele não te merece, deixa lá, vais arranjar melhor. A amiga faz orelhas moucas e volta a bater na mesma tecla. Tive uma amiga que acabava de manhã o namoro e à noite recomeçava. Dei-lhe conselhos, como todas as amigas o devem fazer, mas chegou-me a tratar mal porque dizia que eu tinha ciúmes (sim o facto de não namorar dificulta nos conselhos, até parece que é preciso um curso). Pois claro, a maluquice era tanta que coitada já mandava todos à merda, até parece que nós os amigos temos culpa destes relacionamentos auto-destrutivos. Acho que quando se chega ao ponto de se terminar um namoro, sendo a causa principal o pénis, ou o aspecto do gajo, percebe-se que nunca se deveriam ter envolvido. Hoje em dia, o que importa é ter namorado, caso contrário, não és normal. Não me venham com histórias, admitam lá que não sentem algo de errado pela vossa amiga que está sozinha e que não se põem a inventar: vamos lá arranjar um blinddate (não me voltam a fazer outra), mas voltemos ao que interessa.
  Sempre disse e volto a dizer, se um relacionamento não dá à 1ª,nunca vai dar e se der,  vai dar sempre barraca. O amor não foi feito para ser aos gritos. Amar é dar e receber, e quando há um pára e arranca, então é para esquecer. Deve ter sido a 1ª e última vez que me meti a dar conselhos a estas pobres raparigas, porque no fim de contas, nós não sabemos de nada. 

Saudades



Tenho saudades de falar com um amigo meu, apesar de ele não fazer ideia de que eu gostava imenso de falar com ele. As conversas eram estúpidas, partilhávamos receitas até mesmo idas ao cinema (mas nunca juntos ok?), até falávamos de séries e de formas como dormir... nunca enviei um beijinho de boa noite, pois achava desnecessário e não queria que pensasse noutras coisas, até ao momento em que me apercebi, tenho que acabar com isto, isto vai dar molho e alguém ainda se vai magoar. Foi estúpido eu sei, mas sempre tive receio de magoar quem não merecia, de vez em quando ainda manda sms mas não lhe dou muita trela, porque no fim de contas, tinha razão, alguém saiu prejudicado e magoei quem não merecia.  Tenho imensas saudades dele, porque sei que se ele soubesse o que estou a passar, me daria um abraço, daqueles que só ele sabe dar. Não estou a dizer que não gosto dele, até gosto, mas não da maneira que ele tanto queria. As saudades são assim, certo? É não puder ter algo que tanto se quer, aquela pequena coisa que nos faz falta. É algo que nos completa, algo que nos faz sorrir e chorar nas melhores e nas piores razões. Mas é a saudade que nos permite saber se alguém nos é especial, e destaca-as. Sem a saudade, nós não daríamos valor ao que tanto amamos sem saber. Assim sendo, agradeço à saudade, pois sem ela, não saberia quem me é especial. 



4 anos, quem diria

Pensei muito, mas pensei mais sobre estes 4 anos que passaram, mas principalmente tudo o que aqui escrevi . Quem diria que o blogue se tornaria num refugio, naquele refugio seguro que poderia mandar tudo ao ar e saber que nem todos poderiam ler. É para isso que serve um blogue, certo? Poder mandar à  fava aquela pessoa que nos faz a vida negra, ou até mesmo aquele gajo nojento que não é capaz de nos olhar nos olhos e de decifrar palavras por nós ditas. 
Tenho passado maus momentos, mas tenho bons momentos com grandes pessoas. Já chorei a escrever post's mas já me ri tanto que tenho a certeza que também se riram. 
Quem diria que um desafio dado por uma amiga traria tanta gente a lê-lo, sim, este blogue foi um desafio. Um desafio que não me arrependo, quer dizer, arrependo-me de não o ter criado mais cedo, o que importa é mesmo a sua criação, o resto são palavras.
Por aqui passou um desgosto amoroso, por aqui passa um mistério para muitos mas por aqui passarão muitas letras e devaneios por mim escritos. 
Mas quem diria que este pimpolho de blogue iria ter tanta sorte? 


Um obrigado para aquelas que fazem um esforço para ler este piqueno (sim o erro está escrito com intenção) mas sobretudo aquelas que vivem comigo neste blogue.



Nada é por acaso, ou é?

     Nada nos aparece sem ser por acaso. Nada nos desaparece com a nossa intenção. Quando a vingança ainda decorre, o melhor prato a servir é aquele que nos é dado de mão beijada, e não é que há bestas com sorte? 
     Alcançar o impossível pode ser considerado uma loucura, mas quem nunca tentou? Quem diria que o azar de muitos é a sorte de outros. Quem nunca desejou tal maldade ao seu pior inimigo? A sua sorte era não conseguirmos saber o seu ponto fraco, mas o pior, é que o destino troca as voltas. Nunca pensei que isto acontecesse, e que tal maldade me viesse às mãos. O que devemos fazer quando algo de tão valioso está nas nossas mãos? Devemos dar? Ou devemos ponderar todas as bases e fundamentos da coisa? 
    Uma coisa é certa, quando se trata dos nossos piores inimigos, não devemos pensar duas vezes, mas quando estão postas em causa valores morais, bem ai a situação muda de figura. 
    Sim, estou a falar de vinganças, daquelas que se deitam na sanita para não se deixar pistas, daquelas vinganças que nos alegram o dia, pois quem nos fez sofrer, também merece provar esse sabor. 
Riscar o carro do ex - namorado e fazer-lhe o favor de meter o número de telemóvel na net, naqueles sites mais porcos, mas a melhor vingança é aquela que pode ser partilhada. 
     Quem diria que um bolo de chocolate na pega da porta do carro passaria por cocó. Não me julguem, pois vocês também se vingam, mas de formas diferentes, claro. Partilhem se quiserem, mas acreditem, temos muito que aprender. 

Sala de espera

Tenho gasto muito tempo em salas de espera ultimamente, mas sempre na maior ansiedade. A sensação que o nosso mundo acaba ali, os pensamentos mais mórbidos que nos passam pela cabeça, as pessoas que lêem as suas revistas como se nada fosse. Mas a verdade é que por aqueles corredores passam milhares de pessoas que sofrem de todos os males, mas nem todas estão doentes. Existem as pessoas que acompanham os seus familiares, e são essas os grandes pilares para o doente. 
Quando se vai para a sala de espera dos tratamentos, os acompanhantes não podem ir com o utente até à sala principal, estas ficam na sala de espera. É ai que eu quero chegar, passa-se muito tempo naquelas salas mas existem actividades variadas. Há quem leia, há quem escreva, há quem jogue e há quem durma. Aborrecimento não existe naquelas salas, passa sempre uma senhora com o café e chá e ainda oferece bolachas. Aquele café é tão bom e ajuda a queimar algum tempo. Ouvem-se relatos de toda a espécie, aprende-se a fazer rendas. Afinal as salas de espera não são más, é pena é os motivos que nos levam a frequentá-las. A verdade é que na sala de espera podem-se encontrar várias pessoas simpáticas, pode-se partilhar histórias, pois quem está ali precisa de desabafar e porque não encontrar ali um apoio? Ninguém está imune, mas a grande verdade é que um apoio ou mesmo um abraço vale mais que mil palavras, e os doentes precisam de apoio pois é mais uma ajuda para ultrapassar mais uma barreira.
Ele pode estar doente, mas sabe que pode contar comigo para qualquer consulta, tratamento ou até mesmo exames. Ainda ontem nos perdemos a sair do Hospital da Cruz Vermelha, em vez de entrar na estrada correcta fomos ter quase à ponte Vasco da Gama,só risos. Bem! Ao menos há alegria e não casal Garcia ok? Isto era desnecessário, ai vida --